Tem certos micos que a gente paga e não esquece, né? Não sei se seria bom ter uma borracha que os apagasse da memória ou se é melhor mante-los. Afinal, talvez seja algum tipo de privilégio guardar as recordações e poder rir tantas outras vezes depois…

Hoje vou contar uma historinha real e bem embaraçosa que aconteceu comigo em Londres. Foi há uns anos, quando eu e uma amiga passeávamos pela famosa Oxford Street. Para quem não sabe, essa é uma rua que tem várias lojas super interessantes, com coisas para todos os estilos, gostos e bolsos. É um dos cartões postais da cidade, uma região super nobre. E estávamos lá, passeando, olhando as vitrines, conversando, curtindo a tarde… Até que chegamos à vitrine de um sex shop!

Como criaturas recém chegadas à vida adulta, trocamos olhares maliciosos. Afinal, não era qualquer sex shop. Não era uma daquelas lojinhas medíocres, disfarçadamente espremidas entre outras, com cara de lingerie barata. Nada disso! Essa era uma loja imensa, um prédio suntuoso e de esquina. A vitrine tinha vários metros de altura e de largura e a entrada parecia a de um shopping center: bem larga, portas com abertura automática, seguranças e aquelas barras de metal que apitam quando alguém tenta surrupiar um objeto. Curiosas, decidimos entrar!

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Deve ter sido ideia minha, assumo. Eu nunca tinha entrado em um sex shop antes e minha primeira vez honrou o título de inesquecível. Apesar da grande movimentação da loja, o segurança encanou com a gente. Não sei se ele achou que tínhamos cara de ladras ou se ele tinha fetiche por novinhas. Seja lá o que se passou na sua cabeça, o fato é que ele ficava nos seguindo e isso estava cada vez mais chato. Sabe quando você entra em uma loja e a vendedora fica feito sombra atrás de você? Pois é, ele estava assim e nem era vendedor, era só inconveniente mesmo.

Fomos primeiro na parte das fantasias: enfermeira, diabinha, nada novo. Nem me lembro direito dos modelitos porque ficamos sem graça de olhá-los com o cara acompanhando nossos passos. Logo, eu e minha amiga decidimos que era melhor irmos para outra parte da loja. O mala continuou nos acompanhando, mudávamos de lugar e em pouco tempo ele estava lá. Fizemos o tour cheias de pressa por conta disso e, incomodadas, decidimos vazar. Acho que dá para imaginar que não é nada confortável olhar artigos sexuais com um segurança te vigiando, né?

Assim, tomamos o rumo da saída, mas, antes de alcançarmos a porta, vimos uma máquina! Ela ficava próxima ao caixa e estava escrito que era a máquina medidora de  tesão. Você inseria uma moeda, colocava o dedo em um sensor e ele acusava seu nível de tesão!! Hummm… Why not? Aproveitamos que o segurança tinha finalmente desistido de nós e fomos arriscar nossa última arte no sex shop. Mal sabíamos no que estávamos nos metendo…

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Fui a primeira. Coloquei a moeda, o dedo no lugar indicado e fiquei de olho no visor. A máquina faz todo um mistério, como se estivesse pensando, medindo de verdade, algumas luzes acenderam e só depois de toda a espera e ansiedade veio o resultado em porcentagem. Sabe qual foi a minha porcentagem de tesão? Zero por cento. Zero. Ze-ro. Tesão nulo. Puta sacanagem! Ou seria falta dela? Só sei que minha amiga caiu na risada e eu fiquei super sem graça. Máquina idiota! Me chamando de frígida? Mas claro que essa coisa não é séria, não me abalei. Só não gostei de ter perdido uma moeda.

Aí foi a vez dela. Eu estava torcendo pra dar zero também, assim ela não ia me zoar demais. Então ela enfiou a moeda, encostou o dedo e ficamos esperando o resultado. Quando ele apareceu no visor, pensei: “filha da mãe”! Não bastava me humilhar com 20 ou 60% de tesão? Adivinhe… o índice dela deu logo 100%! Fiquei chocada e derrotada por um instante. Por um breve instante. Muito breve. Pois logo veio a maior surpresa de todas!

Novamente, as luzes se acenderam, não só no painel, mas na máquina inteirinha! A máquina era do tamanho de uma pessoa e começou a brilhar do chão até o topo, luzes piscantes e incessantes! Além disso, disparou uma sirene bem alta, que ecoava por todo o sex shop. Todo mundo olhava pra gente. Minha amiga ficou desesperada, me olhou na esperança de um socorro e eu, lógico, caí na gargalhada!

Saímos apressadas da loja, com os rabinhos entre as pernas e super envergonhadas! De volta à rua movimentada, nos metemos entre os pedestres na esperança de voltarmos ao anonimato da multidão. Alguns passos e segundos depois nos sentimos fora da cena e então aliviadas. Findado o susto, voltamos às gargalhadas. Na verdade, eu voltei! Pois é como dizem: quem ri por último ri melhor!!

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