“Felicidade: qualidade ou estado de feliz; estado de uma consciência plenamente satisfeita; satisfação, contentamento, bem-estar”. Descrever minha primeira viagem sem citar o significado de “felicidade” não seria justo. Chegar em Londres foi encantador, não só pela cidade em si, que é maravilhosa, mas por tudo que estar lá envolve…

Andar pelas ruas de Londres, reparar nas construções, perceber como tudo ali se encaixa perfeitamente, me fez pensar na grandiosidade do mundo, nos detalhes, e nas descobertas que estavam por vir.

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O primeiro momento ali é como se estivesse em um sonho, sabendo que a qualquer momento pode despertar, e a solução pra isso: aproveitar tudo em tempo recorde! Você olha a sua volta tentando reparar em cada detalhe. Você tira foto de tudo (aliás, você tira várias fotos da mesma coisa, como se cada segundo passado ali transformasse tudo em um novo). Você repara no rio, na ponte, nas pessoas. Repara em quem passa por você, no sorriso que cada um carrega enquanto olha ao redor. Você olha para o céu como se não o tivesse visto há muito tempo. Você sorri, e sorri muito! Você tem vontade de mostrar a todos que conhece tudo o que está vendo, tem vontade de ligar e contar pra todo mundo como aquilo ali é lindo… mas você não pode. Afinal, a qualquer momento você pode acordar, e precisa terminar de conhecer toda a cidade antes que o alarme te desperte. Então, você continua olhando tudo a sua volta, sorrindo, e caminhando por todos os lugares nos quais consegue chegar…

Entre tudo que planejei e pesquisei sobre Londres, minha única certeza é que andaria na London Eye, a maior roda gigante do mundo! Chegar próximo a ela durante o dia, ver a dimensão, e toda a energia que ela transmitia me fez prestar mais atenção em tudo, em cada detalhe, com calma.

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E foi com essa calma que continuei a caminhada por Londres. Atravessei a ponte sentido Big Ben, onde se tem uma vista melhor da cidade. De lá você consegue ver Big Ben, o rio, a London eye… uma vista incrível. Passei pelo parque, onde tem duas mesas de ping pong e vi várias pessoas, muitas com roupa social (provavelmente no horário de almoço), jogando e dando risada.

No caminho do parque até o Big Ben, ouvimos as badaladas que toca de 1 em 1 hora. Aliás, a título de curiosidade, Big Ben é o sino que toca e não conseguimos ver, mas foi o relógio que ganhou a fama e ficou conhecido mundialmente. É dele (relógio) que a maioria das pessoas se lembra quando se escuta falar em “Big Ben” e foi ele que vimos de perto. Caminhamos até as famosas Telephones (cabines telefônicas vermelhas), tiramos fotos e descemos para pegar o trem. Fomos até o plataforma 9 3/4, famosa pelo Harry Potter. Confesso que essa parte não estava nos meus planos, mas acompanhei o pessoal que queria conhecer, e foi bom pra fugir do frio de 0 grau que estava na rua.

Na volta, já estava à noite e eu que pensei que não poderia me encantar mais por Londres, mas me surpreendi. Se durante o dia Londres se mostra linda e encantadora, à noite só teria uma palavra pra defini-la: APAIXONANTE.

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A London Eye iluminada com luzes vermelhas e laterais em azul, as luzes da cidade vista a quilômetros de distância – tudo isso faz de Londres um lugar surreal. Você olha para todos os lados, e se pergunta “como pode isso tudo se encaixar tão perfeitamente?” E não imagina que visto de cima tudo isso passa a ser ainda mais belo.

Com ingresso já comprado, fui ao passeio mais esperado: dar uma volta na London Eye. Ela tem 135 metros de altura, 32 cabines (uma para cada distrito de Londres), mas se você parar pra contar não tem a número 13, que foi pulada para dar sorte. Uma volta completa dura 30 minutos e, como a velocidade é mínima pra que você possa desfrutar de toda beleza lá de cima, ela não precisa parar pra que você embarque.

O sentimento ao entrar na London Eye é incrível. Você olha pra todos os lados, repara em toda a cidade. De lá você consegue ver Londres inteira, se encantar com cada detalhe da cidade e se apaixonar mais a cada segundo pelas luzes que cobrem a cidade toda. Ao chegar ao topo, me acalmei vendo a beleza de tudo e o silêncio de dentro da cabine me fez pensar no trajeto até ali. Pensei em tudo que aconteceu de um ano pra cá, em todos os planejamentos para o meu intercâmbio. Pensei que foram os £24 mais bem gastos até o momento.

Camila, autora do texto, em Londres

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Pensei em como era minha vida antes de embarcar para a Europa e fiz uma análise rápida com o agora. Pensei que podia passar a vida sem sentir tudo aquilo e agradeci por ter tido a oportunidade. Pensei que, até pouco tempo atrás, eu não imaginava pisar ali. E percebi que tenho que ser mais ousada nas imaginações! Pensei no quanto eu quis embarcar nessa nova vida e me senti realizada. Pensei em quantas vezes imaginei que viajar pelo mundo era algo distante pra mim e me senti instigada a querer mais da vida. Pensei nas pessoas que amo e desejei que elas possam sentir tudo aquilo que senti, quis de todo o coração que elas passassem por aquela cabine onde eu estava e conhecesse a beleza daquele lugar.

Pensei em mim, nos desejos que ainda tenho, e senti um conforto no coração por acreditar que tudo é possível. Pensei nos meus planos, nos meus sonhos, em como é bom sonhar. Descobri o verdadeiro sentido da palavra realização. Descobri em Londres o que é a Felicidade!

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Escrito por Camila > estudante de intercâmbio que visitou a Inglaterra e se encantou com o que viu. 

Atualmente ela mora e estuda inglês em Dublin e está aproveitando ao máximo sua experiência na Europa.