Informo aos navegantes que chegou ao fim a minha primeira aventura como voluntária na Califórnia e agora venho aqui no blog abrir meu coração e revelar todos os detalhes dessa experiência inesquecível. Quem acompanhou pelo SnapChat [brunamazzer] viu um pouco da minha rotina em Kenwood e já deu uma espiadinha no visual belíssimo de lá! Agora venho aqui, com muito mais do que 10 segundos disponíveis, para aprofundar a conversa. Se você está interessado em saber como ser um voluntário no exterior e viajar o mundo todo gastando quase nada, clique aqui.

Sobre a casa

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Esse foi meu lar temporário por duas semanas. Lindo, né? E a beleza desse lugar vai muito além das aparências. Por incrível que pareça, cada pedacinho dessa casa foi construído pelas mãos do proprietário e meu anfitrião, Danny. Outras pessoas (familiares e amigos) também colaboraram e tudo isso torna cada detalhe ainda mais especial. Já faz aproximadamente 40 anos que o Danny trabalha incansavelmente na propriedade – não só na construção e manutenção da casa mas também ao redor dela (jardins, piscina, decks, floresta). O que não falta é coisa para fazer por ali e é justamente por isso que ele busca voluntários ajudantes!

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Sobre as acomodações

Durante as minhas buscas por lugares para trabalhar como voluntária dei preferência àqueles que ofereciam quartos privativos. A casa do Danny tem vários quartos (acho que 7), todos com janelas enormes com vista para a floresta. De quebra, tirei a sorte grande e pude ficar no único quarto com suíte. Olha que graça o meu cantinho:

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Sobre o host

Uma pessoa com disposição e energia invejáveis. Uma coisa que não se faz em sua cia é ficar parado. O Danny está sempre em movimento e adora envolver seus convidados em todas as programações. Algumas vezes isso pode ser cansativo, principalmente para quem não é acostumado com uma rotina bem agitada, mas no fim das contas compensa demais. Graças ao seu jeito animado e à sua preocupação em sempre nos entreter, conheci lugares maravilhosos que eu provavelmente jamais conheceria por conta própria. Só tenho a agradecer! Como se não bastasse, o Danny é também um excelente cozinheiro. Ele adora preparar pratos diferentes todos os dias.

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Sobre o lazer

Realmente me senti mega à vontade sendo voluntária na casa do Danny e ele permitia que usássemos tudo o que havia disponível no lugar, a citar a deliciosa piscina e a relaxante hot tub.

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Em troca do trabalho voluntário realizado, o anfitrião se responsabilizava por providenciar acomodação e alimentos, mas não bebidas alcoólicas. Ainda assim, algumas vezes ele nos ofereceu bebidas, mas gostávamos também de ter a liberdade de tomar nossa cerveja gelada quando bem entendêssemos (ou seja, após o expediente). Então, para não ser abusada, eu costumava comprar minhas próprias bebidas!

Sobre o trabalho

Minha descrição da experiência como voluntária está parecendo um conto de fadas para você? Então vamos com calma… tudo isso tem um preço! Em troca de acomodação, comida e passeios eu precisava trabalhar 25h semanais e o trabalho era pesado. Mesmo! Duas outras garotas que se voluntariaram para ficar duas semanas lá não aguentaram o tranco e foram embora antes do previsto. Disseram que era trabalho “de homem”, muito puxado para elas. É realmente puxado, extremamente físico e às vezes faz um calor de quase 40ºC.

Nos primeiros dias fiquei com o corpo todo dolorido de carregar pedras, carriolas e tocos de madeira. Outros dias fiquei nauseada de limpar teias de aranhas, ninhos e fezes de ratos do interior de uma construção que estava fechada há uns 4 anos. Os hematomas se multiplicavam diariamente, junto com os arranhões e machucados. Fui picada por abelhas e encontrei vários escorpiões e aranhas debaixo dos objetos que eu precisava relocar. Ou seja, não tem “mimimi”. Mas não se apavore tão cedo, lembre-se de que eu estou contando da minha experiência como voluntária. Há oportunidades de todos os tipos disponíveis! Conheci gente que trabalhou em albergues e era super light o esquema. Também não é uma regra que albergues sejam sempre light, mas quero dizer que há alternativas.

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Sobre as dificuldades

Já fiz um texto sobre outra experiência na qual morei em uma casa de família quando fiz intercâmbio (clique aqui para ler esse texto) e desabafei sobre as várias dificuldades que enfrentei. Realmente pode ser desafiador morar na casa de outras pessoas, principalmente quando são desconhecidas. Você será inserido em outros hábitos e em outra rotina e deve saber que precisa ser bastante flexível. Por mais que discorde de certas coisas, precisará se adaptar e colaborar. Eu, por exemplo, engordei uns quilos na casa do Danny pois minha alimentação foi completamente diferente. Não era eu quem comprava os alimentos, escolhia o cardápio ou horários, cozinhava e nem mesmo era eu quem fazia o meu prato. O ganho de peso pode parecer bobagem (ou até uma bênção) para algumas pessoas. Porém, para mim é um problema e até já publiquei aqui um texto sobre o ganho de peso durante viagens/intercâmbio (clique aqui para ler). Apesar disso, a situação exigia que eu abrisse mão temporariamente de certos hábitos e participasse do ritmo e estilo de vida dos demais.

Quando fui para Kenwood, pretendia usar meu tempo “livre” para fazer as minhas coisas, como ler, escrever para o blog ou apenas ficar de pernas para o ar. No entanto, eu quase nunca conseguia administrar minha agenda. No começo isso foi um pouco frustrante e cansativo. Eu poderia ter resistido e criado um clima provavelmente desagradável com o anfitrião e outros voluntários, mas apenas cedi. Com o passar do tempo, reconheci que ceder foi a melhor escolha. Por estar aberta às novidades, pude aproveitar muito melhor cada minuto dessa aventura como voluntária na Califórnia. Fiz amigos e vivi situações que guardarei para sempre na memória e no coração.

Por fim, faço questão de dizer que recomendo a todos esse tipo de experiência! Mais do que isso, incentivo a irem de peito aberto, preparados para receber tudo de bom que o mundo tem a oferecer…