Fico extremamente feliz de ver que existem tantas pessoas bem dispostas e interessadas em desenvolver atividades como voluntárias pelo mundo. Sei que uma das coisas que mais desperta a curiosidade alheia é a possibilidade de viajar sem gastar muita grana. Claro que esta é sim uma forma econômica de se viajar, mas apenas o interesse financeiro é muito pouco para quem se dispõe a encarar uma aventura como voluntário.

Antes de mais nada, você precisa saber que viajar como voluntário é sinônimo de fazer uma viagem bem diferente. Isso pode significar algo maravilhoso, infinitamente mais enriquecedor do que uma viagem comum, ou pode significar algo traumatizante para os desavisados. Por isso, é fundamental ter clareza do que realmente significa viajar como voluntário e saber escolher direitinho seu host e o local de trabalho. Esse texto foi carinhosamente feito para te ajudar nestes aspectos!

Para começo de conversa, entenda que você não está indo curtir umas férias. Você está indo oferecer mão obra a alguém (host) disposto a te hospedar e te fornecer alimentos como forma de pagamento. Essa compreensão é fundamental para que sua viagem seja bem sucedida. Se a sua expectativa é apenas a de passear e se divertir, o voluntariado não é pra você. Leia também os textos anteriores do Planeta BM sobre trabalho voluntário para entender como tudo funciona:

Dito isso, vamos falar agora sobre a escolha do host, pois este é outro fator que influenciará sua experiência como voluntário. Se você escolher mal, pode acabar tendo uma vivência extremamente desagradável e com certeza você não quer que isso aconteça, certo? Como “contar com a sorte” é muito arriscado, vamos focar nas coisas que você pode fazer para garantir que sua experiência seja a melhor possível.

Falando brevemente sobre a minha experiência, eu não poderia ter descoberto um lugar mais especial para ser voluntária do que a casa do Danny em Kenwood, Califórnia. A região é maravilhosa, cheia de vinícolas, com uma natureza riquíssima e um verão delicioso, sem chuvas, com céu azul e clima extremamente favorável (quente durante o dia e fresco à noite). Tudo isso já bastaria para que a minha experiência como voluntária tivesse sido inesquecível, mas as surpresas foram muito além. Orgulho-me ao dizer que acertei em cheio tanto na escolha do lugar quanto na escolha do anfitrião (o Danny), um ser humano admirável. Então, se você pretende ser um voluntário mundo afora, vou dividir aqui 6 dicas preciosas para que você também tenha a mesma “sorte” e consiga encontrar um lugar inesquecível para essa experiência!

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1. Complete seu perfil

O primeiro passo rumo ao sucesso é deixar o seu perfil completo e interessante! Acrescente o máximo de informações a seu respeito e tenha em mente que esse será o seu cartão de visitas. Fale apenas dos seus pontos fortes e habilidades e coloque pelo menos 2 ou 3 fotos adicionais, com boa resolução, sem óculos de sol, chapéu, ou muito distantes. A intenção é que os hosts possam ver seu rosto! Evite fotos sensuais, em festas, segurando bebidas… Deixe essas para o Tinder!

2. Dispare mensagens

Não fique esperando a resposta de um host para depois escrever para outro. Infelizmente, muitas pessoas não responderão suas mensagens e várias outras não terão disponibilidade para a data que você gostaria. O ideal é escolher uns 10 ou mais lugares e disparar mensagens.

3. Troque muitas mensagens

Logo que receber alguma resposta, dedique-se a esta comunicação. Esclareça todas as suas dúvidas. Deixe de lado a vergonha e pergunte tudo, até mesmo o que parece óbvio. Você não vai querer descobrir só quando chegar lá que eles não te oferecerão todas as refeições, pois nem sempre eles se comprometem a isso. Se escolher trabalhar em um hostel, é provável que o quarto e o banheiro sejam compartilhados e, em uma zona rural, nem sempre você contará com internet, banhos com água quente ou energia elétrica. Sugiro esclarecer também quantas horas semanais você deverá trabalhar (pode variar de um lugar para outro) e se as atividades desempenhadas exigem preparo físico, alguma especialidade ou se envolvem riscos. Em suma, qualquer coisa que seja importante para você deve ser esclarecida antes de fechar o acordo.

4. Peça mais fotos

Do local de trabalho, das suas acomodações, do host. Se eles se negarem a fornecer, desconfie. É seu direito se certificar das condições do seu futuro local de trabalho. Muitas vezes as fotos dos perfis são insuficientes.

5. Pesquise sobre o host

Use o Google! Jogue o nome do hostel, da fazenda e do host lá e verifique se existem informações adicionais. Isso pode te dar uma melhor noção do que te aguarda. Se nada surgir a respeito principalmente de estabelecimentos comerciais, fique atento! Eu não confiaria em um perfil de albergue que não tem nenhum registro na internet (site, avaliação no TripAdvisor, etc). Quanto às pessoas físicas, recomendo buscar por seus perfis nas redes sociais (você pode inclusive solicitar esses contatos nas mensagens trocadas). Julgo prudente fazer essa verificação, se certificar de que não está lidando com um perfil “fake”. Outra dica, peça o endereço exato do local e jogue no Street View do Google.

6. Troque emails com voluntários anteriores

No próprio perfil do anfitrião você encontrará informações de outros voluntários que já passaram por lá. Mesmo que os feedbacks deixados tenham sido super positivos, sugiro que envie mensagens privadas ao maior número possível de ex-trabalhadores e peça mais detalhes sobre a experiência que eles tiveram. Isso te ajudará a entender melhor sobre a rotina do lugar, o temperamento do host, o tipo de trabalho a ser desenvolvido, entre outros.

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