Primeiro fiz um post apresentando a vocês o Parque Nacional de Banff, por mim carinhosamente apelidado de o lugar mais lindo do mundo (clique aqui para ler o texto). Além das fotos inseridas naquela publicação, havia também um vídeo que ajuda a dar uma ideia da beleza estonteante do lugar. Digo que da uma “ideia”, pois essa é uma daquelas maravilhas tão absurdas que as câmeras não conseguem captar com exatidão. Pelo menos não a minha, pois preciso admitir que não é lá das máquinas mais sofisticadas…

O Parque fica nas belíssimas Rocky Mountains (Montanhas Rochosas), na província de Alberta, e é famoso pelos seus vários lagos de cores impressionantes. Além disso, o parque é o lar de muitos animais selvagens, como ursos, alces, lobos, entre outros. Justamente por eles viverem soltos na região,

evite acidentes: dirija com cuidado pelas estradas e não se aventure por trilhas fora da rota turística. 

Os animais são fofos, mas perigosos quando se sentem ameaçados. Jamais se aproxime de filhotes ou você poderá se ver em uma grande encrenca. Quando estiver dirigindo pela estrada e avistar vários carros estacionados no acostamento e turistas na beira da estrada olhando/fotografando a mata ao lado, suspeite que há ali um urso! Estacione também, se quiser, mas não entre na mata, ok?

Avisos dados, vamos ao que interessa: o roteiro!

Local de saída/chegada Calgary, Alberta
Transporte utilizado Carro alugado
Duração do roteiro 02 dias
Pernoite em Banff (município)

Obs: foi indispensável ter um GPS para encontrar todos os destinos. Como estava sem internet no celular, baixei o mapa da área a ser percorrida no Google Maps (você pode baixar no celular e acessar offline). Sugiro fazer o mesmo. O Waze também é ótimo, mas depende da internet. Mesmo que o utilize, acho uma boa ideia ter garantida a opção que funcione offline nas emergências (Google Maps). Outra alternativa é alugar o GPS na locadora de carros (na minha opinião, despesa desnecessária).

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Dia 01

Objetivo: conhecer a cidade de Banff, a paisagem da região e alguns lagos.

  • Tomei café da manhã no hotel em Calgary e peguei a estrada em seguida.
  • É importante verificar se o tanque do carro está abastecido, pois dentro do parque não é sempre que há um posto próximo.
  • Recomendo levar alguns alimentos consigo (frutas, salgadinhos, água, etc). Encontrar restaurantes na beira da estrada também pode ser complicado. Lembre-se: você estará dentro de uma área de preservação ambiental. Ou seja, muita mata e poucas construções.
  • Como o check-in no hotel de Banff só podia ser feito a partir das 16h, as malas foram conosco (no carro) nos passeios. Apesar do Canadá ser um país seguro, o ideal é não deixar objetos de valor visíveis dentro do veículo. Se possível, deixe todos os pertences no porta malas, onde ninguém os vê. Locais turísticos costumam ser mais favoráveis a furtos em qualquer parte do mundo.
  Parada Trajeto Tempo Aproximado
1. Bow Falls Calgary – Bow Falls 1h30
2. Fairmont Banff Springs Hotel Bow Falls – Fairmont Banff Spring Hotel 2min
3. Sulphur Mountain Fairmont Banff Spring Hotel – Sulphur Mountain 8min

Estes três programas devem preferencialmente ser concluídos até o início da tarde. Tudo vai depender do quão cedo começar a sua viagem e de quanto tempo gastará em cada parada. Bow Falls é uma cachoeira bonita, interessante para observar por uns minutos e tirar fotos. No entanto, não há razões para demorar demasiadamente nesta parada.

Já o Fairmont Banff Springs Hotel pode merecer mais do seu precioso tempo. O luxuoso hotel conta com vários atrativos. Sua decoração é fascinante! Fiquei apaixonada pelos carpetes e pelos detalhes em todos os cantos. Até a música é cuidadosamente pensada para conferir um clima todo especial. Quando fui, havia uma mulher tocando harpa no saguão de entrada. É permitida a entrada de turistas nas áreas comuns e sugiro que você não perca essa oportunidade! Vale a pena. Afinal, o hotel é um castelo!

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Além de apreciar a riqueza do lugar, você também pode tomar um drink ou aproveitar para almoçar em um dos restaurantes e bares localizados dentro do hotel. Estou convencida de que existem opções mais econômicas na cidade, mas um pouco de glamour às vezes cai bem!

O hotel oferece também um tour com guia, deve ser interessante, mas esse programa é pago. Eu não fiz o tour e confesso que não senti necessidade, mas fica a seu critério. O importante é apenas que você não se esqueça do relógio, pois ainda há muito o que ver e fazer em Banff nesse primeiro dia. Nossa próxima parada é: Sulphur Mountain gondola. Ou, como chamamos aqui, teleférico.

Esse passeio é para aventureiros que não têm medo de altura. O destino oferece uma vista incrível da cidade de Banff e do vale ao redor (Bow Valley). É o local perfeito para fazer lindas fotos e contemplar a obra prima da mãe natureza. No topo da Sulphur Mountain tem dois restaurantes. Caso você não tenha comido no Fairmont, aqui está mais uma oportunidade maravilhosa para fazer a sua refeição. Para mais informações sobre a gondola (ou teleférico), acesse o site oficial (aqui). Atualmente o preço é CN$49 (adulto) e CN$25 (6 a 15 anos). Crianças até 5 anos não pagam.

Finalizada a primeira parte do dia, vamos agora aos lagos!

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  Parada Trajeto Tempo Aproximado
4. Lake Minnewanka Sulphur Mountain – Lake Minnewanka 22min
5. Two Jack Lake Lake Minnewanka – Two Jack Lake 4min
6. Johnson Lake Two Jack Lake – Johnson Lake 5min

Aqui não tem muito segredo, é jogar o nome dos lagos no GPS e dirigir até os locais. Os lagos são impressionantes, então, se você for como eu, vai querer gastar um bom tempo tirando fotos e mais fotos. Vale sentar na beiradinha e meditar por uns instantes, ou apenas deixar seus pensamentos te levarem para as nuvens. Penso eu que é impossível alguém não ficar emocionado nestes cenários. É algo realmente mágico, inexplicável. Só estando lá para entender a força dessa sensação.

Gosto de sentir a água, tocá-la. É gelada, fato. Mas dependendo da época do ano que você for, dá para colocar os pés por alguns segundos ou minutos (alguns lagos são menos gelados que outros). Eu fui em agosto e vi gente nadando em alguns deles. Sinceramente, achei loucura, mas sempre há louco pra tudo, né? Dizem que o Johnson Lake é o lago mais “quentinho”, então, se você quiser muito tomar um banho em águas de geleiras canadenses, aguarde até a última parada do dia.

Outra curiosidade sobre nosso roteiro: o Lake Minnewanka é conhecido como o maior lago do Banff National Park.

Depois de tanto passear, a pedida é curtir o centro de Banff no fim do dia. São muitas lojas onde você poderá encontrar presentes e lembrancinhas, e muitos bares e restaurantes de excelente qualidade. Há lugares bem convidativos para sentar e tomar um chope gostoso ou apenas jantar e assistir o movimento da linda cidadezinha, que parece que saiu de um conto de fadas. Meu Deus, como são caprichosos esses canadenses!

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Apesar de relativamente pequena, Banff é bastante animada na alta temporada, justamente por ser uma cidade turística. Aliás, é bom notar que a cidade tem um grande fluxo de pessoas tanto no verão (pelos lagos e paisagens) quanto no inverno (pelas estações de ski). Por isso, meu conselho é:

Reserve seu hotel o quanto antes! Principalmente se pretende estar em Banff aos finais de semana, durante feriados ou nas férias.

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Como este texto está ficando muito extenso (e exigindo longas horas de trabalho), trarei a segunda parte em breve. Para ser informado sobre os novos posts, curta a página do Planeta BM no Facebook (clique aqui) e volte sempre aqui para dar uma espiadinha!!

Nos próximos dias falarei sobre o roteiro do 2º dia – que contém os lagos mais famosos do parque nacional – e também esclarecerei algumas dúvidas, como:

  • Qual a melhor época do ano para visitar o Banff National Park
  • O que você não pode esquecer de levar para essa viagem
  • Recomendações de hospedagem
  • Opção de roteiro para quem parte de British Columbia
  • Resumo do Roteiro

Clique aqui para ler a PARTE 02!!!!! (Já está pronta)

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